A observação fenomenológica como prática pedagógica

compartilhando experiências de olhar para as crianças e seu brincar com as pedras

Autores

  • Lia Mattos Universidade do Minho (UMinho)
  • Liandra Ribeiro Universidade de Brasília (UNB)
  • Nina Bernal Balconi Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
  • Sandra Eckschmidt Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

Palavras-chave:

Antroposofia, brincar livre, criança, Fenomenologia Goetheana, pedras

Resumo

Este texto tem como objetivo compartilhar os frutos da investigação pedagógica realizada em 2019 pelas educadoras do Centro de Estudos Casa Amarela sobre a relação das crianças com as pedras em seus brincares espontâneos. O ponto de partida do grupo de educadoras é o exercício da observação fenomenológica goetheana, que é a base metodológica da pesquisa utilizada para a construção do conhecimento na Antroposofia, fundada pelo filósofo Rudolf Steiner, e tem como cerne a experiência viva do observador entretecida com a reflexão do mundo vivido, criando um espaço de investigação, aprofundamento, troca e aprimoramento da observação da vida humana, em especial, das crianças. As práticas investigativas realizadas entre as educadoras do Centro de Estudos Casa Amarela têm como objetivo ressignificar olhares e construir diferentes relações, não apenas com as crianças, mas consigo mesmas e com o mundo. O(a) educador(a)-pesquisador(a) precisa afinar sua alma para que ele(a) seja um instrumento apropriado para vivenciar o despertar para o mundo sutil, oculto, que os sentidos físicos não são capazes de alcançar. Este é um movimento que possibilita tecer novas percepções a partir do olhar das crianças e, assim, poder compreendê-las em seu desenvolvimento. A pesquisa, feita em 2019, deu origem ao livro Aninhar: um olhar para as crianças e seu brincar com as pedras, publicado em 2021.

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Biografia do Autor

Lia Mattos, Universidade do Minho (UMinho)

Doutoranda em Estudos da Criança, Mestre em Antropologia, Especialista em Arte-educação e Cultura brasileira, Aconselhadora biográfica em formação, Coordenadora do Espaço Imaginário.

Liandra Ribeiro, Universidade de Brasília (UNB)

Socióloga, Mestre em Psicologia Social, pedagoga com aprofundamento em Pedagogia Waldorf, trabalhou na Aliança pela Infância e na Escola Casa Amarela Maternal e Jardim de Infância Waldorf, Cantoterapeuta em formação.

Nina Bernal Balconi, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

Pedagoga com aprofundamento em Pedagogia Waldorf, trabalhou no Núcleo de Desenvolvimento Infantil e na Escola Casa Amarela Maternal e Jardim de Infância Waldorf.

Sandra Eckschmidt, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

Professora da Escola Casa Amarela Maternal e Jardim de Infância Waldorf, Doutora em Educação, Consultora do Território do Brincar.

Referências

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MATTOS, L.; RIBEIRO, L.; BALCONI, N. B.; ECKSCHMIDT, S. Aninhar: um olhar para as crianças e seu brincar com as pedras. Florianópolis: Centro de Estudos Casa Amarela, 2021.

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STEINER, R. A ciência oculta: esboço de uma cosmovisão supra-sensorial. São Paulo: Antroposófica, 1982.

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Publicado

09.04.2021

Como Citar

MATTOS, Lia; RIBEIRO, Liandra; BALCONI, Nina Bernal; ECKSCHMIDT, Sandra. A observação fenomenológica como prática pedagógica: compartilhando experiências de olhar para as crianças e seu brincar com as pedras. Revista Jataí, São Paulo, v. 3, p. 239–262, 2021. Disponível em: https://jatai.frs.edu.br/revista/article/view/70. Acesso em: 28 abr. 2026.

Edição

Seção

Relatos de Experiência