A observação fenomenológica como prática pedagógica
compartilhando experiências de olhar para as crianças e seu brincar com as pedras
Palavras-chave:
Antroposofia, brincar livre, criança, Fenomenologia Goetheana, pedrasResumo
Este texto tem como objetivo compartilhar os frutos da investigação pedagógica realizada em 2019 pelas educadoras do Centro de Estudos Casa Amarela sobre a relação das crianças com as pedras em seus brincares espontâneos. O ponto de partida do grupo de educadoras é o exercício da observação fenomenológica goetheana, que é a base metodológica da pesquisa utilizada para a construção do conhecimento na Antroposofia, fundada pelo filósofo Rudolf Steiner, e tem como cerne a experiência viva do observador entretecida com a reflexão do mundo vivido, criando um espaço de investigação, aprofundamento, troca e aprimoramento da observação da vida humana, em especial, das crianças. As práticas investigativas realizadas entre as educadoras do Centro de Estudos Casa Amarela têm como objetivo ressignificar olhares e construir diferentes relações, não apenas com as crianças, mas consigo mesmas e com o mundo. O(a) educador(a)-pesquisador(a) precisa afinar sua alma para que ele(a) seja um instrumento apropriado para vivenciar o despertar para o mundo sutil, oculto, que os sentidos físicos não são capazes de alcançar. Este é um movimento que possibilita tecer novas percepções a partir do olhar das crianças e, assim, poder compreendê-las em seu desenvolvimento. A pesquisa, feita em 2019, deu origem ao livro Aninhar: um olhar para as crianças e seu brincar com as pedras, publicado em 2021.
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Referências
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